Quem sou eu

Minha foto
Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

sábado, 12 de agosto de 2017

Poema: "Pensamento Primitivo", Erivelto Reis

Pensamento Primitivo

Erivelto Reis

Nas páginas dos livros únicos que escreveste
Nas eternas lições que ensinaste
Aprendi a ler o mundo do jeito
Que me foi possível.
O nosso desencontro
Foi um capítulo terrível
E a lembrança
Nem sequer pode servir
Como prólogo, epílogo lenitivo.
É uma bobagem pensar em datas
Quando a saudade
É um cronograma que maltrata...
A vida é breve quando se
A vida é longa quando (...)
Não se sabe que se foi
E amarga
Ao se descobrir o quanto
A felicidade preenchia sua vida...
Parece que herdei o peso de toda a tua idade
De uma vez só, desde o dia em que partiste.
Abri os olhos
Vi uma fresta de luz na janela:
O dia raiava sereno,
Desperto de meus sonhos,
Envolto em pensamentos,
Dentro de mim, cada dia mais,
Anoitecia.

Eu era feliz... e eu sabia.

sábado, 24 de junho de 2017

Poema: "Botoeira de Pavimento" - Erivelto Reis

BOTOEIRA DE PAVIMENTO
Erivelto Reis
Estranhos paradoxos
De um mundo
Em desfavor...
Às vezes,
A gente que reage à crítica
É a mesma que não entende

Amor.

domingo, 18 de junho de 2017

Poema: "Cinza", de Erivelto Reis

Cinza
Erivelto Reis

E tudo é chama no coração de Portugal, por Deus!
As pessoas, os animais, os sonhos...
Por Deus! Que dor e sofrimento
Abateram-se sobre teus filhos e famílias?!
Abriram as portas do inferno,
E encontraram nossos irmãos desarmados,
Desprotegidos,
E sem julgamento de qualquer ação.
Ainda que nada mereça tal danação.
Peço redenção por esse povo.
E tudo é cinza...
E tudo é chama no coração de Portugal,
E tudo é apelo por essa gente...
E tudo é choro...
Mas lágrima, mesmo muita,
E são tantas...
Muito menos a distância,

É água que não apaga o fogo.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Poema: "Círculo", de Erivelto Reis

CÍRCULO
Erivelto Reis
Para meus alunos e alunas que se formam nesse semestre
Não vou me despedir de nenhum alunoalado,
De nenhuma alunaencantada.
Vou encontrá-los e encontrá-las
Logo ali – na vida, na virada.
Trabalhando, criando, fazendo sonhar!
Motivando novas formas de ser e de pensar.
Pra que irei me despedir
De quem jamais irá partir daqui,
De mim?!
Estaremos juntos, perto, unidos...
Assim espero.
Nada de reencontros, pois não estaremos separados.
Não vou me despedir de nenhum (a), de ninguém,
Alunoalado, alunaencantada:
São encantadora gente do bem.
Sua luta, repleta de desafios e vitórias,
É apenas mais uma página da Literatura da vida,
Da História...
Somos idealistas, mas também realizamos com palavras,
Suor, reflexão e labor...
O místico enredo de uma narrativa de amor!
De um poema romântico, moderno, talvez até barroco...
Surreal, misteriosamente lúcido e louco!
No que tem de viagem, chegada e recomeço e partida.
Não vou me despedir de nenhum aluno/aluna!
Eles e elas vão junto comigo,
São meus amigos (as), não meus/minhas discípulos (as),
Nessa caminhada
Que desenha as linhas da Vida.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

POEMA: "CANDIDO", de Erivelto Reis

CANDIDO
Erivelto Reis

É inútil tentar combater a morte com a Literatura?
A essa altura de nossa jornada,

Nesse trecho de nossa aventura...
A coisa toda já devia estar
Desmistificada.
Mas a ficção do improvável do mundo
É que a vida acaba, 
É que a personagem
Só se torna herói,
Se o seu destino
Maltratá-la...
Se suas palavras ecoarem,
De seu ato de criar,
Até o tempo em que sua teoria
Perdurar.
De integridade, ética e talento:
Fórmula mágica que o mundo persegue,
Faz-se o mítico reino dos gênios,
E das incríveis ideias que o habitam...
Porquanto tudo quanto um mestre representa!
Não é preciso tentar combater a morte com a Literatura!
Literatura é Arte,
É o Olimpo no qual a morte não entra.