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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Esse post é especialmente preparado para os meus alunos do 1º período 2014.1 da FEUC

Prezados alunos essa é a história de um brasileiro que venceu pela educação e por sua capacidade e tenacidade. Bom recesso a todos.



Roberto Carlos Ramos (Belo Horizonte, 20 de novembro de 1965) é pedagogo e contador de histórias. Sua história de vida inspirou o diretor Luiz Villaça em seu filme O Contador de Histórias. Roberto Carlos deixou de ser menino de rua em Belo Horizonte, tornando-se personagem central de um filme, é contador de histórias reconhecido como um dos dez melhores do mundo, escritor e palestrante.


Roberto Carlos Ramos é uma exceção nas estatísticas brasileiras. Viveu dos 6 aos 13 anos de idade longe da família como interno da Febem. Analfabeto, usou drogas e roubou nas ruas de Belo Horizonte. Teve 132 fugas registradas no seu prontuário e foi considerado "um caso irrecuperável".
Mas ao contrário do que acontece com milhões de crianças e adolescentes em situação semelhante, não caiu na marginalidade. Aos 13 anos foi adotado por uma francesa que se negou a acreditar que uma criança como ele pudesse ser um caso perdido.
Marguerit Duvas provou que estava certa. Com ela, Roberto aprendeu a ler e a escrever, a falar francês e, principalmente, a dar e receber afeto. Aprendeu a ter autoestima e autoconfiança. Na França, descobriu a arte de contar histórias. De volta ao Brasil, se formou em Pedagogia e acabou se tornando o que ele mesmo define como o Embaixador do País das Maravilhas.


Clique no link e assista à entrevista. 

http://www.youtube.com/watch?v=WtjvG3aKhSU

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

"Querela" - Poema de Erivelto Reis



Querela
Erivelto Reis

Que é arte,
Senão técnica
De ar e fabrico?
De gênio, intelecto
Ética, etnia e conflito?
Que é arte, senão sopro de inspiração,
Trabalho de peregrina resignação?
Que é arte, senão
O alimento da alma,
A retina da ilusão,
As asas da imaginação?!
Que é arte,
Senão tempos que coexistem
E competem entre si?...
Que é arte, senão o expor
De desvãos, de desvelos?
Que é arte, senão
Sensação de eriçar os pelos,
Som de calar a voz,
Visão de cegar quem vê,
Que egoísta, o artista cria, divide e crê?
Que é arte, senão sacrifício,
Doação e embate?
Que é arte, senão deuses
Confeccionando espelhos,
Musas e seus preferidos?
Que é arte,
Senão ecos simulando gritos,
Homens e mulheres
Criando e/ou se tornando mitos?