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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Poema: "Monólogo", de Erivelto Reis

Monólogo
Erivelto Reis

Não sei o que é pior
Os que mentem de dentro da trincheira,
Encurralados por baionetas e disparos...
Ou os que mentem enquanto atiram,
Supondo-se serenos e indultados, indulgidos.
Em não havendo diálogo,
Está tudo muito claro:
Quem perguntar, quem questionar
Veste a carapuça de inimigo.
E não era nunca pra ser guerra,
Era pra ser só uma batalha
Em favor do bem comum.
Agora cada qual é cada um!
E ninguém está a salvo.
Todos se sentem exaustos,
Todos se sentem traídos,
Enganados por alguns,
Que ao invés de defender-nos,
Acharam melhor dividir-nos, confundir-nos,
Desamparar-nos.
É muita covardia pra esconder a força e a farsa.
Eis que vem vindo um deles aí:
Não se esconda, nem corra, não faça por menos...
Façamos cara de santo,
Disfarcemos.
Indignados, mas sorrindo,
Enquanto, por dentro,
Somos tomados de revolta,

Lavados por humilhação e pranto.

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