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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Poema: "(Ninguém me ouve): Num game over...", de Erivelto Reis


(Ninguém me ouve): Num game over...
Erivelto Reis

Suas palavras de bulica,
Seus gestos de cerol,
Seus afagos de caco de vidro,
Seus elogios de formol.
Sua gentileza de veneno,
Seus afetos de aborto,
Sua elevada adrenalina,
Sua baixa autoestima,
Sua falta de espelho!
Seu ego, seu conselheiro...
Sua coragem de amarelinha,
Seus ideais virtuais,
Sua elegância de telefone,
A alternância de seus homônimos,
A desfaçatez dos seus perfis e clones.
Sua amizade de ioiô,
Sua inveja de bodoque,
Sua estratégia de tabuleiro,
Sua trajetória de videogame,
Pode ser que você se queime!
Seu jeito de quebra-cabeças,
Sua vaidade, sua cachaça.
Não sei o que foi que houve...
Faz isso de brincadeira,
Disfarçando a trapaça.
Mas saiba:
É game over!
Seus jogos não têm mais graça.


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