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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 29 de maio de 2016

Poema: "Cra-Xá", de Erivelto Reis

Cra-Xá
Erivelto Reis
És um ser de muitos ardis,
Íntimo do protocolo dos covis,
Inimigo íntimo dos bem-te-vis,
De quem é feliz.
Próximo, muito próximo,
De outros seres vis:
Teus iguais,
Inúteis...
Tanto sonsos
Quanto vós.
Tu tens teus falsos perfis,
E destilas com requinte teus licores
De fel e anis.
Lícito que sejas quem és?...
Talvez!
Uma hora chega tua vez.
Negam-te o que desejas,
A cadeira a que almejas,
Tens um bolo sem recheio e sem cerejas...
Uma mesa de banquetes de ausências.
Supões poder...
Vai-se o poder!
Deixa-te coisas fúteis:
Espelho do que vós sois...
Que não me venhas a dizer
Que vos não avisei, depois.



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