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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

"Gesto", poema de Erivelto Reis

Gesto
Erivelto Reis

A palavra poesia vazia mata
Como uma corda no pescoço
Como uma pedra que cai no pé
Como o lodo do fundo do poço
Como a verdade sem reconhecimento
Como um santo feio e sem fé...
A palavra poesia vazia cala
Como murro
Por causa da casa
Da(s) (a) marra(s) e das asas das palavras
Como o núcleo
Do insulto
Inesperado.
Como a cápsula de pulso do tempo
E do projétil transpassado.
Entre o silêncio constrangedor
Da ausência de palavras e de vidas,
Devida ordem se instaura:
Do poeta que (vivo) grita sem que o ouçam,
Da poesia que (em silêncio) fala quando a morte o cala.
A palavra poesia vazia,
Silencia e mata...

Não se esqueçam de trancar a porta da sala.

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