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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Retórica, poema de Erivelto Reis

Retórica
Erivelto Reis

Pelas costas das mãos,
(Não pelas linhas das palmas!),
Vejo o reflexo do tempo que passou em mim.
As ruas, rusgas, fugas, rugas,
Calçadas, avenidas e estradas de que me esqueci.
Morava em mim
A Esperança, que estava trancada
Na caixa que fora de Pandora.
Não sei o que fazer agora
Sozinho, sem retórica,
Com todos os males pelo mundo afora.
Nenhum poema épico
Jamais desafiou os mitos:
Antes, fez a propaganda
Das coisas que teriam feito...
Difícil fazer poesia com o sabor das coisas que sinto: –
Se não há humano sem esperança,

Não haverá deuses sem defeito no Olimpo.

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