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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Poema: "De Prisma e Marfim", de Erivelto Reis

De prisma e marfim
Erivelto Reis

Quando eu partir
Decida me esquecer
Não me ignore, odeie
Se chateie com a falta ou
O alívio que por desventura
Eu venha a proporcionar
Esquecer é o avesso
De lembrar o avesso
Preencher de vazio
O todo que ocupado
Estava pela vida
Que se compartilhava
Quando eu for, se eu for,
Ou seja como for,
Dê um jeito de me esquecer
Para sofrer menos, para viver mais
Para não lembrar de que você foi capaz
De dizer o que disse, de fazer o que fez
E errar menos da próxima vez...
Serei passado, silêncio,
Soluço e fumaça
Não embaçarei a vitrine
Da tua vidraça, redoma,
Áurea e auréola
De prisma e marfim
Nem amarrotarei as curvas do teu manequim...
Quando eu for, como for
Me esqueça

E mesmo assim...

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