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Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

sábado, 11 de março de 2017

Poema: "Mano a Mano", de Erivelto Reis

Mano a Mano
Erivelto Reis

Não sou mais aquele que eu era:
Passou o tempo,
Perdi momentos,
Mudaram-me os sentimentos...
Não sou mais.
Depois do primeiro poema,
Depois da primeira lágrima,
Passei a ter uma lavra:
Lavoura de palavra de poeta
Que semeia
Castelos de ar e areia.
Não sou mais,
Depois que me deixei levar,
Saiu de mim um poema
Com a tristeza de quem
Está longe de tudo,
De seu amor, de seus filhos,
Ou de seus pais
E sabe, lá no fundo,
Que nada vai voltar mais.
Sou um rio que não flui.

Não sou mais aquele que fui. 

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