Quem sou eu

Minha foto
Poeta - escritor - cronista - produtor cultural. Professor de Português e Literaturas. Especialista em Estudos Literários pela FEUC. Especialista em Literaturas Portuguesa e Africanas pela Faculdade de Letras da UFRJ. Mestre em Literatura Portuguesa pela UFRJ. Nascido em Goiás, na cidade de Rio Verde. Casado. Pai de três filhos.

sábado, 25 de março de 2017

Poema: "Papel", de Erivelto Reis

Papel
Erivelto Reis

Você não respeita o suor do meu rosto
Meu espaço de trabalho, seu espaço de estudo...
Não respeita o meu presente,
Me respeitará no futuro?
Meu conhecimento,
Que com você eu divido,
O que gostaria de construir com você,
São trapos, farrapos, migalhas,
Pra debaixo do tapete varrer?!
Me despreza e desdenha e critica
Mas quer ser tratado com distinção e decência
Se eu te tratasse como sou tratado...
No primeiro ato, você perderia a paciência...
Ah, se você me tratasse como se valorizasse a docência.
Acorda, pessoa de ética eólica,
Muda sua situação:
Estuda, respeita, trabalha,
Meu fardo é minha cangalha,
Meu pedido é minha indignação.
Aqui, em Paris ou em Roma,
Quem toma as atitudes que você toma,
Com certeza, o seu diploma,
Por favor, vê se me ouve:
Não serve nem pra papel de pão,...
Não serve nem pra papel de açougue!


Nenhum comentário:

Postar um comentário